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o Espinafre de Yukiko

Posted in arte, erotismo, quadrinhos with tags on agosto 11, 2009 by mokinha

sempre é díficil conseguir explicar aos amigos, parentes, namorada (ou aquela que vc gostaria que fosse sua namorada) o que alguém, nos seus já avançados muitos anos de idade, consegue ver de tão indispensável numa história em quadrinhos. E se o assunto é levado tão a sério quanto eu costumo fazer, diria que a tarefa beira as raias do impossível — qualquer paixão, gibis incluídos, foge do escopo da razão; logo, é uma estupidez para quem não sofre do mesmo mal.

Mas de tempos em tempos a ingrata missão se torna mais leve, graças a alguma edição especial mais digerível pelos menos habituados a essa mìdia. Foi assim com o ‘fofinho’ Bone de Jeff Smith, a ‘vida como ela é, ou quase’ de Strangers in Paradise de Terry Moore, a mais que dolorosa série Gen – Pés Descalços de Keiji Nakazawa, a busca de justiça e vingança do Lobo Solitário de Kazuo Koike e Goseki Kojima (e acredite, sua namorada não vai resistir aos encantos do pequeno Daigoro, um bebê que acompanha, sem hesitar, o pai nessa estrada de sangue), entre outros…

Mas ganhamos o reforço de uma obra belíssima. A mistura inusitada de um mangá produzido por um francês: O Espinafre de Yukiko de Frédéric Boilet. Não se assuste com o título porque quando ele for explicado no decorrer da história o sorriso no seu rosto será inevitável.

espinafrebig

Essa edição de luxo da Editora Conrad conta a aventura amorosa, autobiográfica, entre um autor de mangás (mangaká, no Japão) e Yukiko, a mulher que se torna sua musa. A narrativa gráfica mistura fotografia e desenhos, lápis com nanquim, ficção com realidade, metalinguagem… fazendo o leitor se sentir um confidente do autor, um voyeur.

O Espinafre de Yukiko é a vida e os relacionamentos como são, ou deveriam ser, no dia-a-dia. É uma história de amor, aquele amor que todos sonham encontrar ao virar aquela esquina naquela tarde de primavera. Mas, lembre-se de não dar demasiada importância à chamada ‘o novo mangá erótico’ da capa, o apelo da historia está no enredo e não em imagens apelativas.

Então, vá até a banca/livraria mais próxima e leve um exemplar para seu amigo, sua namorada, seu irmão ou qualquer outro que nunca te leva a sério porque você lê gibis. E se não mudarem de opinião o prejuízo é só deles. Esse livro foi lançado há algum tempo, mas não deixou de ser relevante por isso…